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22 de Janeiro de 2019
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    Fúria Jovem é punida por desrespeitar Estatuto do Torcedor

    A Torcida do Botafogo conhecida como Fúria Jovem foi a primeira das organizadas do Estado do Rio de Janeiro a ser punida por ir de encontro ao Estatuto do Torcedor. A punição, prevista no Termo de Ajustamento de Conduta proposto pelo Ministério Público no dia 13 de junho e assinada pelos representantes das principais torcidas do Rio de Janeiro, foi comunicada aos seus líderes durante reunião na sede do MP, nesta segunda-feira (01/08).

    O chefe da torcida e os representantes da Federação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro (FTORJ) tomaram ciência e se prontificaram a comunicar a decisão aos demais filiados. A medida foi tomada depois que integrantes da Fúria atacaram um comboio de torcedores do Flamengo, na Cidade de Deus, no dia 19 de junho. As consequências só não foram piores porque o comboio estava sendo escoltado pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE). Agora, os integrantes da Fúria Jovem ficarão proibidos de levar bandeiras, faixas, instrumentos musicais e nenhum torcedor poderá ir ao Estádio do Engenhão com a camisa da torcida organizada pelos próximos dois jogos do campeonato brasileiro, contra o Vasco da Gama e o América Mineiro.

    Embora a punição tenha sido anunciada durante a reunião, o objetivo do encontro no MP foi definir conjuntamente maneiras de operacionalizar o cadastramento dos integrantes das organizadas, previsto pelo Estatuto do Torcedor. Desde a assinatura do TAC, os torcedores podem realizar seus cadastros por meio do site do Ministério do Esporte, dentro do programa Torcida Legal, responsável pelo cadastramento e coleta de informações, inclusive biométricas, adotando procedimento uniforme em todo o território nacional. Coleta de digitais, endereço, RG e CPF são alguns dos itens obrigatórios que constam no cadastro. As informações serão mantidas em sigilo, num banco de dados seguro, e as informações serão disponibilizadas apenas em caso de ordem judicial ou requisição do Ministério Público.

    Durante a reunião, os líderes das organizadas deram sugestões de como realizar o cadastramento, fizeram perguntas e expuseram demandas. Desde o dia 13 de junho está correndo o prazo de seis meses para que as torcidas cadastrem todos os seus integrantes. Ao fim da reunião, foram sugeridos como lugares adequados para se montarem postos de cadastro o quartel general do Gepe; a sede dos clubes de futebol e os estádios, além de lugares centrais do Rio de Janeiro como o Largo da Carioca e a Cinelândia. A torcida que não aderir completamente ao TAC estará desrespeitando o Estatuto do Torcedor e será considerada ilegal e impedida de entrar nos estádios de maneira associada.

    Além dos Promotores de Justiça Pedro Rubim Borges Fortes, da 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, Marcelo Arsênio, integrante do GAECO, e Sidney Rosa, Subcoordenador do 6º Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva, estiveram presentes à reunião o Tenente-Coronel Marcelo Malheiros, Comandante do GEPE, a Coordenadora do Programa Torcida Legal, Sarah Carvalho, o Presidente da FTORJ, Flávio Martins, e líderes de diversas torcidas organizadas de clubes de futebol do Rio de Janeiro.

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